26 de jan de 2009

FELIZ ANIVERSÁRIO, MINHA TERRA

Povos de São Paulo, tribos do mundo
Por Nei Ken iti Schimada

O Gladstone e eu somos dois paulistanos que sempre tivemos um sonho em comum que é nos tornarmos gigantes. Não no sentido da fama e grana, dos carrões e ocios, mas no sentido de grandeza física, godzilica, ultramanica, jurássica. Os carrões e ocios podem vir, mas não são sonhos tão sonhos.

A gente quer ser grande pra poder abraçar São Paulo todinha de uma só vez. Acalentar, do Grajaú a Itaquera, a mesma canção de mãe & pai para acalmar rebento em crise, choro, lágrimas.

São Paulo é uma cidade chorona. Reclamona. Ranzinza. Tem seus motivos. Mas tem, sob esse manto quatrocentista de crescimento desvairado, amores e locais cheios de graça incomparável.
Por exemplo, os colibris da Praca da Luz, ao lado do Museu da Lingua Portuguesa - só são interessantes porque lá estão. Para entender isso, é preciso saber onde está a Praça da Luz.

A Praça da Luz está localizada na Avenida Tiradentes, via de acesso a Zona Norte, a Marginal do Tietê, Rodoviaria, Via Dutra, Castelo Branco, Anhanguera, Fernão Dias e Trabalhadores. Enquanto o Rodoanel não ficar pronto, é por aí que passam todos os caminhões que vão do interior paulista ao litoral, da lavoura ao cais do porto. Por isso, a Praça da Luz ter colibris só pode ser sacramentado e louvado em São Paulo.

E na Praça da Luz tem a Pinacoteca do Estado, cujo acervo é maravilhoso.
Pois bem, o Gladstone e sua esposa Flaviana montaram um blog de gigantes. Eles querem abraçar a cidade e mostrar o quanto a amam. E eu torço pelo sucesso da empreitada e faço ciranda nesse abraco bandeirante.

Nei Ken iti Schimada é nipobrasileiro, paulistano, ex-morador da região central, hoje vivendo em Hamamatsu shi - Japão.

"Feliz aniversário, minha terra" foi publicado no blog "A estrovenga dos corsários efêmeros"

2 comentários:

  1. Carissimo Ney, provavelmente voce nao se lembre, mas voce esteve no Teatro Paulo Eiró, em uma das suas vindas a Terra da Garoa. Entao meu caro, a maior sacanagem é voce (EU) saber o que tem para falar e nao conseguir transmitir para a telinha do micro. Mas, eis que voce aparece e salva a patria. Diante disto, ouso fazer minhas tambem, estas suas palavras. Realmente, o Gladstone é um eterno sonhador, mas com os pés totalmente plantados no chão (agora), rs. Atrevo a juntar-me a voces dois cujos sonhos tambem sao meus e com certeza, de mais uns 10,15 ou 20 milhoes de paulistanos. Eu aumentaria ai pelo menos mais uns 25 kms neste mapa, saindo do Grajau e dando uma esticadinha ate o bairro de Marsilac, la longe, na pontinha de Sampa, já na divisa com a cidade de Itanhaém.
    Sou tao paulistano, que nao me vejo afastado desta bagunça organizada, deste transito maluco, deste povo que vive andando, digo, correndo contra o tempo, rs. EU SOU UM DELES.
    Bikeabraços
    Vado

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  2. Dear Vado, lembro do Paulo Eiro e queria lembrar de voce.
    Lembro de um preto lindo batucando, um preto de uma faculdade de Belo Horizonte, um cara la da Nigeria, acho.
    Mas queria lembrar de voce, agora mais do que nunca.
    Abracos!

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