3 de dez de 2009

PRECONCEITO E FALTA DE ACESSIBILIDADE ESTÃO INTERLIGADOS, AFIRMA LEONARDO FEDER

Cidadania, inclusão e meio ambiente

Leonardo Feder. Foto: David Feder No Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, destacamos outro guerreiro na luta por uma vida normal – o jornalista Leonardo Feder, 24. Portador de Distrofia Muscular de Duchenne, doença genética que provoca perda progressiva da força muscular, Feder é cadeirante desde os 15 anos.

Em entrevista ao blog, o jornalista avaliou as condições de acessibilidade na Capital, das calçadas esburacas próximas de sua casa até a falta prédios adaptados na Universidade de São Paulo (USP), onde estudou de 2003 a 2007.

Clique nos links para acessar o conteúdo na íntegra.


“SER CADEIRANTE EM SÃO PAULO É UM DESAFIO”
A pior dificuldade enfrentada por um cadeirante é o preconceito ou a falta de acessibilidade?
Leonardo Feder: É difícil falar em pior dificuldade quando as opções são interligadas e igualmente terríveis. Ambas podem ser traumatizantes para a pessoa com deficiência. Em 2003, cheguei à faculdade de Jornalismo da USP, e, na primeira semana, os veteranos fariam uma apresentação aos calouros no prédio principal da Escola de Comunicações e Artes (ECA). Mas desconhecia que havia escadas para chegar ao 1º e 2º andar e ao auditório (eu, inocente, achava que o mundo era perfeito e que estavam preparados para a minha chegada...).
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“PESSOA COM DEFICIÊNCIA” NÃO É “DEFICIENTE”
E o mercado de trabalho? As empresas têm respeitado a porcentagem de contratações prevista em lei ou estão longe disso? Para você, quais são as barreiras que ainda impedem a contratação de pessoas com deficiência?
Leonardo Feder: Não sei dizer se as empresas estão cumprindo a porcentagem de contratações prevista em lei. As barreiras que impedem a contratação de pessoas com deficiência são, na minha opinião, a falta de infra-estrutura acessível de alguns prédios e a falta de preparo dos empregadores para lidar com as necessidades que podem ser bem específicas (…)
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CAMINHO TORTUOSO ATÉ A PAULISTA
”Como posso ter a liberdade de ir e vir com independência e assegurar minha plena cidadania se não posso usufruir por conta própria das benesses (de cultura, consumo, gastronomia) da cidade? Além disso, estando nesse apartamento para qual me mudei em julho de 2009, descobri o prazer de andar pela rua, observar os rostos e expressões das pessoas, participar dessas movimentações e sentir-me integrado à dinâmica agitada da cidade. Sou jornalista, cujo lugar é, como se diz, na rua (…)”
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O DESAFIO DE LEONARDO FEDER NAS RUAS DE SÃO PAULO
Guias não rebaixadas, buracos, entulho e rampas íngremes são alguns dos obstáculos enfrentados pelos cadeirantes nas ruas e calçadas da cidade. Nas imagens, o desafio cotidiano do jornalista Leonardo Feder, 24, para fazer algo simples: se locomover e ter uma vida normal em São Paulo.
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Foto: Leonardo FederFoto: Leonardo Feder Foto: Leonardo Feder 

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Fotos: David Feder

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