28 de mai de 2009

RESTAURADO, CINE MARABÁ REABRE

São Paulo lado A,B,C, D…

O velhoFachada antiga do Cine Marabá Cine Marabá, inaugurado em 1945 na avenida Ipiranga nº 757 (centro), reabre neste sábado (30/05) novinho, novinho, depois de R$ 8 milhões investidos em reformas pelo Grupo Playarte. A gigantesca platéia e o mezanino originais, com mais de 1.800 lugares, deu lugar a cinco novas salas.

Para reviver o escurinho do Cine Marabá, os arquitetos Ruy Ohtake e Samuel Kruchin uniram a tecnologia das novas salas – como o Dolby Digital 3D - ao charme e beleza do  cinema, preservando a marcante fachada, o saguão e restaurando a pintura original – depois da remoção de 12 camadas de tinta. Outro cuidado da reforma foi a remoção de 6 mil peças dFachada do Cine Marabá durante a reforma. Foto de Gladstone Barretoo piso de parquê da platéia, todos recolocados sobre o piso do saguão.

Os ingressos para as seções de sábado já estão às vendas nas bilheterias do Cine Marabá e também pela internet. Os preços dos ingressos variam de R$ 10,00 (4ª feira, o dia todo) a R$ 16,00 (sala com projeção Dolby Digital 3D em qualquer dia horário).

O passado do Cine Marabá
Na primeira foto abaixo, de 1951, as longas filas dobravam a esquina da avenida Ipiranga com a avenida São João. Entre as décadas de 40 e 60, quando o cinema era popularíssimo entre os paulistanos, homens e mulheres vestiam seus “melhores trajes” para frequentar o Marará. Outros tempos, sem a concorrência da TV, do DVD e mesmo da internet, e com ingressos bem mais baratos do que hoje.

Na segunda foto, a sala original, com mais de 1800 lugares (imagens da reportagem “
Era uma vez na Cinelândia”, da revista Época São Paulo)

Clique para ampliarClique para ampliar

Imagens da fachada restaurada do atual Multiplex Marabá,
registradas antes e depois da reforma

Fachada do Cine Marabá durante a reforma. Foto de Gladstone BarretoFachada do Cine Marabá depois da reforma. Fotos: Divulgação/Playarte. Clique para ampliar 

O atual Multiplex Marabá
Multiplex Maraba. Foto: Divulgação/Playarte. Clique para ampliarMultiplex Maraba. Foto: Divulgação/Playarte. Clique para ampliarMultiplex Maraba. Foto: Divulgação/Playarte. Clique para ampliarMultiplex Maraba. Foto: Divulgação/Playarte. Clique para ampliar

Multiplex Marabá
Avenida Ipiranga, 757 – Centro – São Paulo – SP
Fone: 5053-6996
Confira programação completa no site da Playarte: http://www.playarte.com.br

Texto: Flaviana Serafim. Fotos atuais do Multiplex Marabá: Gladstone Barreto e divulgação/Playarte. Fotos antigas: autor desconhecido

27 de mai de 2009

CARLINHOS ANTUNES E CIA ALAIRE: WORLD MUSIC E FLAMENCO NO SESC VILA MARIANA – DE GRAÇA!

Povos de São Paulo, tribos do mundo

O multiinstrumentista CarlinhoCarlinhos Antunes. Foto: Silvio Fatzs Antunes se apresenta ao lado da Cia Alaire de música e dança flamenca, no dia 31 de maio (domingo), às 13h30, na praça de eventos do SESC Vila Mariana (rua Pelotas, 141 – Vila Mariana). E, importantíssimo: de graça!

Carlinhos Antunes é mestre da boa world music. É fantástico tocando um “simples” violão mais “alternativos”, como cora e ngoni, instrumentos africanos de corda e cabaça. Ao lado de seu grupo, a Orquestra Mundana, traz influências brasileiras e do jazz, com músicos excepcionais como o rabequeiro Thomas Rohrer, a percussionista Simone Soul e o alaudista Samy Bourdokan.

Mas o bom mesmo é ouvir e ver o som de Carlinhos Antunes. N o MySpace, há sete músicas disponíveis – recomendamos “Baião de cinco”, que costuma abrir os shows da Orquestra Mundana e dá bem a idéia de sua boa música. Também há bons vídeos disponíveis.

A Cia Alaire apresenta música flamenca misturando influências contemporâneas àAna Morena matriz espanhola, com toques de música brasileira, latina, oriental e jazz. A virtuosa bailarina, coreógrafa e professora de flamenco, Ana Morena, é um show à parte.

Por isso, antecipe o almoço do domingão e, pra chegar mais rápido – se você não tem carro - vá de metrô. Descendo na estação Ana Rosa, basta acessar a saída para rua Conselheiro Rodrigues Alves.

Carlinhos Antunes e Cia Alaire
31 de maio, domingo, às 13h30
Praça de eventos do SESC Vila Mariana
Direção musical de Beto Angerosa
Fone: 5080-3000

Saiba mais:
www.myspace.com/carlinhosantunes
www.carlinhosantunes.com.br
www.anamorena.com.br

Texto: Flaviana Serafim e Gladstone Barreto. Foto de Carlinhos Antunes: Silvio Fatz

26 de mai de 2009

4ª EDIÇÃO DO ARTE NA PRAÇA NO ESPAÇO PLÍNIO MARCOS

Povos de São Paulo, tribos do mundo

”Para celebrar a arte e também a memória do fotógrafo Eduardo Barrox, o Arte na Praça, dia 30 de maio, a partir das 14h, apresenta os performáticos Ivald Granato e José Roberto Aguilar, no Espaço Plínio Marcos, tFoto de Eduardo Barroxenda na Feira de Artes da Benedito Calixto. Criado para proporcionar, em São Paulo, mais um espaço para artistas visuais, o Arte na Praça retoma suas atividades e, aproveita a oportunidade, para homenagear o fotógrafo, idealizador do projeto e editor do Jornal da Praça, Eduardo Barrox.

Com apenas três edições, o Arte na Praça teve início ano passado, em abril, com Ivald Granato, em junho, com o artista do graffiti e muralista, Eduardo Kobra e, em julho, com José Roberto Aguilar numa participação poética de Roberto Piva. As atividades foram interrompidas por conta da doença e morte, em fevereiro de 2009, de Barrox.

Iniciativa do Jornal da Praça, standard mensal, criado há sete anos, também por Eduardo, e em parceria com O Autor na Praça, o projeto Arte na Praça tem como objetivo retomar os happenings e proporcionar experiências de convivência entre público e artista em tempo real. A atual editora do Jornal da Praça e coordenadora do Arte na Praça, jornalista Cristina Livramento ‘Camaleoa’, conta que ver o arJosé Roberto Aguilar. Divulgação/O Autor na Praçatista em movimento e o desenrolar de sua obra bem à sua frente é uma experiência e tanto. ‘É uma oportunidade única de conhecer como se dá a arte de verdade e desmistificar, também, todo um conceito’.

Nessa edição de retomada do Arte na Praça, Ivald Granato e José Roberto Aguilar farão uma interferência sobre foto feita por Barrox. ‘Na verdade a idéia inicial era usar a tela em branco, mas foi Granato que, quando soube da homenagem, sugeriu que fosse feito a arte direta sobre uma foto dele’. O trabalho foi escolhido por Cristina, também companheira de Eduardo, entre várias fotografias ao longo de sua carreira. ‘Eduardo trabalhou como fotógrafo profissional desde a década de 70, em revistas masculinas, com moda e publicidade e lecionou na, década de 80, na Escola Panamericana de Arte. Dizia que 'enquanto escritor podia ser um bom fotógrafo.’

Na ocasião acontece o lançamento do número 68 do Jornal da Praça e tarde de autógrafos de Granato com o livro Ivald Granato Art-Performance 1968-1978 e Art-Performance 197Ivald Granato. Divulgação/O Autor na Praça8-2008 e Aguilar com os livros Tantra Coisa, Hércules Pastiche e a Revolução Francesa de Aguilar, além do Cd Aguilar e a Banda Performática. Haverá leitura de textos por convidados.

Tudo pode ser esperado para essa edição do Arte na Praça. Na primeira, com Granato, vários artistas, como Chico César e Lenira Rengel, marcaram presença e acabaram por serem integrados ao happening. Dessa vez não deve ser diferente. Com esses dois performáticos, Granato e Aguilar juntos, tudo é possível.

Saiba mais sobre Ivald Granato, seus livros e José Roberto Aguilar.

Arte na Praça – 4ª edição com Ivald Granato e José Roberto Aguilar.
Espaço Plínio Marcos – Tenda na Feira de Artes da Praça Benedito Calixto – Pinheiros
Dia 30 de maio de 2009, sábado, a partir das 14h.
Informações: Jornal da Praça / Arte na Praça
http://plazajornal.blogspot.com - plazajornal@gmail.com - (11) 3083-7788 e (11) 7499-4299”

Fonte: Edson Lima/O Autor na Praça. Fotos de Eduardo Barrox

25 de mai de 2009

FINALMENTE, UMA RESPOSTA DA VOTORANTIM – AINDA NÃO DEFINITIVA

SOS São Paulo – A cidade em nossas mãos

No dia 17 de fevereiro – há mais de 3 meses – enviamos uma mensagem para a assessoria de comunicação da Votorantim com vários questionamentos sobre o projeto Trinta Imagens. Neste projeto, a empresa adotou e restaurou 30 obras de arte públicas de São Paulo, porém, o entorno de cada obra contemplada, ao que parece, ficou ignorado.

Desde fevereiro, enviamos nada menos que SETE e-mails cobrando a resposta da Votorantim, mas só hoje, 25 de maio, é que recebemos retorno da assessoria de comunição da empresa. A resposta, porém, ainda não esclarece uma de nossas principais questões – e as proximidades da obra restaurada, como fica?

É claro que não é responsabilidade da empresa cuidar de toda uma área como a que mostramos abaixo, o Largo do Arouche, totalmente abandonado. Resolver a questão dos moradores de rua e menores abandonados também não é problema que a Votorantim vai resolver, obviamente.

Vejam as condições da área próxima a obra “Depois do banho”, de Victor Brecheret, uma das restauradas pela Votorantim no projeto Trinta Imagens (ou acessem detalhes no post VISITE O LARGO DO AROUCHE, MAS NÃO OLHE PARA OS LADOS

Escultura "Depois do banho", de Victor Brecheret. Clique para ampliarLargo do Arouche. Clique para ampliarLargo do Arouche. Clique para ampliarLargo do Arouche. Clique para ampliarLargo do Arouche. Clique para ampliarLargo do Arouche. Clique para ampliar

Entendemos que, a partir do momento em que a Votorantim coloca sua marca ao lado de uma escultura como essa, deveria, no mínimo, cobrar a manutenção e os cuidados do entorno da obra restaurada. Isso a Votorantim ainda não esclareceu e, como já esperamos mais de três meses, vamos aguardar mais um pouquinho até que uma resposta definitiva seja enviada ao nosso blog.

Vejam a resposta que a Votorantim nos enviou – depois de mais de três meses e sete mensagens encaminhadas pelo blog São Paulo Urgente:

POSICIONAMENTO – PROJETO 30 HOMENAGENS

Sobre o projeto Trinta Homenagens

No ano de 2008, o Grupo Votorantim foi um dos principais parceiros do Programa Adote uma Obra Artística, uma iniciativa da Prefeitura Municipal de São Paulo de parceria entre o poder público e a iniciativa privada no sentido de recuperar monumentos da cidade expostos em áreas públicas e que necessitavam de restauro.

A participação da Votorantim, batizada de Projeto Trinta Homenagens, fez parte das comemorações dos 90 anos do Grupo Votorantim, comemorados aos longo do ano de 2008. Para celebrar seu aniversário, o Grupo decidiu oferecer à cidade de São Paulo o restauro de 30 monumentos, selecionados em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura. Os critérios de seleção foram a relevância artística, o estado de deterioração e a diversidade de locais.

A Votorantim viabilizou o projeto por meio do repasse financeiro que custeou o restauro dos monumentos. Foram aplicados no projeto apenas recursos próprios da Votorantim, totalizando R$ 3,2 milhões. Além do restauro, o projeto levou à população informações históricas sobre cada obra e sobre seus autores, trabalho que envolveu uma campanha de comunicação que contou com site, folder distribuído em estações do Metrô, painéis informativos e anúncios sobre a relevância dos monumentos e a importância de sua conservação. A supervisão dos trabalhos de restauro e recuperação ficou a cargo da arquiteta Valéria de Souza Valeri, coordenadora da Comissão Permanente de Análise de Assuntos Concernentes a Obras e Monumentos Artísticos em Espaços Públicos, subordinada ao Departamento do Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal de Cultura.

Todo o trabalho realizado foi definido em conjunto com a Secretaria Municipal de Cultura. Algumas obras necessitavam de uma limpeza, enquanto outras foram submetidas a técnicas de restauro para recompor partes danificadas. A manutenção e segurança dos monumentos ficou sob responsabilidade do Grupo Votorantim durante o período de restauração das peças e foi cumprida integralmente.

A parceria da Votorantim se deu até a finalização do restauro das 30 obras adotadas, em dezembro de 2008.

No entanto, o programa Adote uma Obra Artística da Prefeitura continua em andamento. Outras empresas podem aderir à iniciativa e contatar a Secretaria de Cultura, que é responsável pela coordenação do projeto.

Grupo Votorantim

Saiba mais:
VISITE O LARGO DO AROUCHE, MAS NÃO OLHE PARA OS LADOS
MAIS FOTOS NO FLICKR
NOSSO BLOG AGUARDA
ESCULTURA RESTAURADA, MAS JOGADA NO NADA
LARGO DO AROUCHE NA HISTÓRIA DAS RUAS DE SÃO PAULO

Texto/fotos: Flaviana Serafim e Gladstone Barreto

24 de mai de 2009

HISTÓRIAS DE ONTEM E HOJE NA RUA MARIA ANTONIA

São Paulo lado A,B,C,D…

Numa rua pequena, grandes acontecimentos

Mais fotos no Flickr

Fotos da “batalha” na rua Maria Antonia em outubro de 1968,
registradas por Hiroto Yoshioka (acervo do Centro Universitário Maria Antonia)

Clique para ampliar Clique para ampliar Clique para ampliar

Os dois lados da rua se revezavam em ataques e contra-ataques. Era só uma turma dar alguns passos para trás para o outro grupo assumir uma postura mais agressiva. Ofensiva. Eram ondas de fúria e valentia. Quase uma briga com coreografias. Quando a Filosofia parava para tomar fôlego e se reabastecer de pedras, o Mackenzie vinha para cima com tudo o que estivesse à mão. (…) No chão, centenas de pedras e fragmentos de tijolos. Uma nuvem espessa de poeira cobriu o quarteirão. Havia fumaça em toda a a extensão da Maria Antonia. Era guerra”.

O trecho assim está no livro “Maria Antonia, a história de uma guerra”, do jornalista Gilberto Amendola, e é uma boa descrição do conflito travado nessa rua há mais de 40 anos – especificamente em 1968 - entre estudantes do Mackenzie , à direita – e que estudantes de Filosofia da Universidade de São Paulo, à esquerda. Aqui, direita e esquerda realmente não definem só os lados de uma via, mas as crenças de uma época onde não havia espaço para ficar “em cima do muro”.

Centro Universitário Maria Antonia. Foto de Gladstone Barreto. Clique para ampliar O estrago na então faculdade de Filosofia da USP foi tão grande que o prédio ficou fechado e só muitos anos depois foi reformado, dando lugar ao atual Centro Universitário Maria Antonia. Um estudante também foi morto, era o jovem, José Guimarães, de apenas 20 anos, estudante do 3º colegial da escola Maria Cintra.

Nessa “guerra” da rua paulistana em pleno 1968, personagens como o escritor Mario Prata, o pintor Claudio Tozzi, o ex-ministra do Casa Civil, José Dirceu, e a dramaturga Consuelo de Castro, entre outros. Personagens de uma geração inquieta, que lutou contra a ditadura e fez história no país.

Hoje, os tempos são outros, o Brasil mudou e a ditadura – ainda bem! se foi. Aquela rebeldia já não é mais necessária (será?), mas a rua Maria Antonia continua cheia de estudantes e com muita história pra contar.

Fotos da Rua Maria Antonia em maio de 2009

Rua Maria Antonia em 2009. Foto de Gladstone Barreto. Clique para ampliarRua Maria Antonia em 2009. Foto de Gladstone Barreto. Clique para ampliar Rua Maria Antonia em 2009. Foto de Gladstone Barreto. Clique para ampliar

Saiba imagemais:
site oficial do Centro Cultural Maria Antonia
Livros: 
“Maria Antonia – a história de uma guerra”, de Gilberto Amendola. Editora Letras do Brasil, 2008
”Maria Antonia: uma rua na contramão”, organizado por Maria Cecilia Loschiavo dos Santos. Editora Nobel, 1988

Texto/fotos: Flaviana Serafim e Gladstone Barreto

19 de mai de 2009

UM ALMOÇO DIFERENTE NO INSTITUTO ÁFRICA VIVA

Povos de São Paulo, tribos do mundo

O Instituto África Viva, organização não governamental que divulga a arte e a cultura da República da Guiné (oeste africano) no Brasil, promove um almoço originalíssimo, neste domingo (24.05), a partir das 12h00 no Bambu Brasil Bar (Rua Purpurina, 272 - Vila Madalena).Fanta Konate. Clique para ampliar

No cardápio, além dos pratos típicos da Guiné, haverá palestra a cultura Mandén (do Império Mandinga, sec. XIII), mostra de vídeo e pocket show com música e dança guineana ao vivo. Nos vocais – e também na cozinha - as irmãs Fanta e Fadima Konate são absolutamente surpreendentes, impecáveis e mostram tudo de bom que a África tem – alegria, colorido, graça, ginga, harmonia.

O prato principal é o Mankorô Nidjé, de manga com peixe e dendê, acompanhado de molho Tiadjí, feito de amendoim com carne ou proteína de soja na versão vegetariana. Outra delícia são as bebidas tradicionais da Guiné - o Djindjan, a base de gengige, e o Bissab, preparado com hibisco.

Fanta e Fadima são guardiãs da cultura malinkê

Abandone seus preconceitos e experimente esses pratos típicos. São deliciosos e Fanta Konate é uma cozinheira excepcional. Do mesmo modo que os velhos griôs africanos, responsáveis pela transmissão da cultura ancestral às novas gerações, Fanta e sua irmã Fadima são guardiãs da arte e sabedoria de seu povo, seja dançando e cantando, ou mesmo preparando os almoços e festas tradicionais guineanos do Instituto África Viva. É imperdível!

O evento - Campanha Guiné 2010 - é beneficente e toda a renda é revertida às atividades da ONG que, agora, enfrenta o desafio de manter, lá na África, uma unidade que desenvolva o mesmo trabalho artístico, cultural, educativo, social e humanitário realizado no Brasil. O convite antecipado custa R$ 30,00 ou R$ 35,00 no dia do almoço (bebidas não inclusas).

Música e dança são a base da vida malinkê

Outro ótimo motivo para participar do almoço é assistir ao pocket show de Fanta Konate. Na cultura malinkê da família de Fanta e Fadima, a dança e a música estão enraizadas em todos os momentos da vida – nos casamentos, nascimentos, batizados, circuncisões e no cultivo da terra. Cada um tem seu ritmo, dança e celebração. Acesse o MySpace e ouça já! Ou acesse o site oficial de Fanta Konate.

Fora isso, Fanta e Fadima são filhas de Famoudou Konate, percussionista e mestre de djembe que está entre os mais reconhecidos do mundo, referência quando se fala em arte no oeste africano.

Almoço do Instituto África Viva
24 de maio (domingo), das 12h00 às 20h00
Bambu Brasil Bar - Rua Purpurina, 272 – Vila Madalena
Convite antecipado: R$ 30,00. No local - R$ 35,00
Informações: 3368-6049
Sites oficias: Fanta Konate –
www.fantakonate.com
Instituto África Viva –
www.africaviva.org.br
Fanta Konate no
MySpece

Leia também: África, Japão e Percussão

18 de mai de 2009

ROBERTOS, CARLOS

Povos de São Paulo, tribos do mundo

Por Nei Schimada

Naquela época do ano que de noite ainda é aquele friozinho aconchegante e de dia um sol confortável. As crianças no quintal e as duas na cozinha.
- Pode por mais pimenta, mãe, ele gosta bem quente.
Alzira e a mãe preparavam o almoço do dia dos pais com o zelo redobrado. Roberto telefonou dizendo que já estava no Espírito Santo, garantindo que chegava pro almoço.
- Chegou, mãe!
Encostou o bruto em frente ao sobrado com as seis criaturas esperando na calçada, em frente ao portão, Alzira, quatro filhos e a sogra. Beijos, abraços e Alzira limpando os olhos no avental.
Almoçaram com Roberto contando da batida na BR na altura de Ilhéus, o fuzuê das viaturas da rodoviária, bombeiros, a carga contrabandeada que sumira na multidão.
- Filho, vai na boléia e traz a caixa azul grande.
Cd player, mixer, games, tênis importado, presente pra todo mundo. Ganhou dos filhos uma camisa da Seleção.
- O tênis eu trouxe de encomenda, filho, deixa lá.
Alzira olhou para a mãe. A velha entendeu, pegou as crianças e foram todos para a praça com a promessa de sorvete e algodão doce. Fizeram daquele amor de gestos rápidos, respiração forte, grandes gotas de suor pelo quarto. Gritos filtrados na mordida na mão. Movimentos contínuos irracionais. As roupas em algum lugar entre o corredor e o travesseiro.
- Pega uma água na cozinha pra sua Zira, pega?
Nem respondeu. Saiu da cama nu e foi para a cozinha. Aproveitou, deu uma passada na geladeira e pegou uma lata de cerveja.
- O senhor foi descalço pra cozinha e vai subir na cama de pé sujo?
Nesse momento, Roberto percebeu que realmente estava de volta, tinha chegado em casa. Não respondeu. Entregou o copo d'água e abriu a lata.
- Vou para a várzea.
Tomou um banho, vestiu uma roupa, deu um beijo na mulher e entrou no carro.
- Vou de fusquinha, Zira.
De domingo, sem trânsito, de Itaquera à Cidade Dutra dá pra fazer em 40 minutos - pensou e acelerou.

II
Deu dois toques na buzina em frente ao portão de ferro. um rapaz veio atender, acenou amigavelmente e Roberto guardou o Fusca dentro da oficina. Portão fechado, corrente, cadeado. Quando saiu do carro, Carlos, o rapaz, o agarrou por trás e beijou-lhe na boca com fúria. Fizeram amor ali no capô do Fusca. Depois fizeram no sofá e depois na cama.
- Beto, traz uma água pro teu Cacá, traz?
Nem respondeu, saiu da cama nu e foi para a cozinha. Aproveitou, deu uma passada na geladeira e pegou uma lata de cerveja.
- O senhor foi descalço pra cozinha e vai subir na cama de pé sujo?
Nesse momento, Roberto percebeu que realmente estava de volta.

Nei Schimada, 43, punk, poeta e dekassegui, escreve de Hamamatsu shi - Japão. É blogueiro da Estrovenga dos Corsários Efêmeros. Leia mais em:
TODO IMIGRANTE É A PULGA ATRÁS DA ORELHA
FUNICULI FUNICULÁ NA VIRADA CULTURAL
DEMAGOGIA FRANCA
QUEM TE VIU, QUE TE VÊ
A GALÁXIA DOS AFÔNICOS
NATSUKASHI
SILÊNCIOS
O PATO
JANELA DE COZINHA
LA MISTICA, CAPISCI?
ESPERANDO ROSA
ANHANGABAÚ
FELIZ ANIVERSÁRIO, MINHA TERRA

14 de mai de 2009

17 DE MAIO TEM 22ª FEIRA DE ARTES DA VILA POMPÉIA

Povos de São Paulo, tribos do mundo

 

A tradicional Feira de Artes da Vila Pompéia acontece neste domingo (17.05), das 09h00 às 19h00, e antecipa as comemorações do centenário de fundação do bairro, nascido em 1920 pelas mãos de Rodolpho Miranda, da Comimagepanhia Urbana Predial, a Suissa Paulista na época.

Artistas, artesã os, atores, músicos, esculturores, comerciantes, representantes de organizações não governamentais e outros participam desta 22ª edição do evento. A entrada é gratuita e a expectativa é que 100 mil pessoas visitem a feira.

A Feira de Artes da Vila Pompéia acontece no quadrilátero formado pelas ruas Min. Ferreira Alves, Tucuna, Padre Chico e Xerentes (veja o mapa). Vale a pena visitar. Quem gosta de artesanato e pretende fazer umas comprinhas, tem que ir pronto para pechinchar ou de bolsos cheios porque os preços costumam ser um pouco “salgados”, sabe… Mas vale a pena visitar.

Sempre há bons shows com música, performances, dança, capoeira, poetas de plantão e bom artesanato, além das comidinhas de rua paulistanas – de yakissoba ao típico pastel de feira.

Conheça toda a programação cultural da 22ª Feira de Artes da Vila Pompéia. São sete palcos com cerca de 70 atrações. Clique aqui e confira.

Mais informações no blog do Centro Cultural Pompéia

Clique no mapa para ampliar.

Clique para ampliar

Fotos: blog do do Centro Cultural Pompéia

ACONTECE EM SP

Notícias da Prefeitura

Jogos da Cidade 2009 começam no sábado
Começa no sábado (16) a maior competição esportiva amadora do país, os Jogos da Cidade de São Paulo. A abertura desta sétima edição será realizada com os primeiros jogos entre as equipes de futebol de campo e futebol de salão em diversas regiões da capital. As demais modalidades começarão no final de semana seguinte.

Para conferir os locais e horários dos jogos acesse www.jogosdacidade.prefeitura.sp.gov.br. A disputa acontecerá nas seguintes modalidades: futebol de campo masculino, basquete masculino e feminino, futebol de salão masculino e feminino, handball masculino e feminino e vôlei masculino e feminino.

Domingo tem prova Super 40K de Revezamento
No domingo (17), acontece a prova pedestre Super 40k de Revezamento - Etapa São Paulo, organizada pela Yescom, com apoio da Secretaria de Esportes da Cidade de São Paulo. Com largada às 8h, na Cidade Universitária-USP, são aguardadas 600 equipes que disputarão a prova por revezamento. Cada grupo, formado por até dez atletas, deve completar dez voltas pelo circuito, de modo que cada membro percorra individualmente quatro quilômetros.

Passagem Literária recebe instações de arte contemporânea
A Passagem Literária da Consolação (R. da Consolação, esquina com a avenida Paulista) apresenta até 30 de maio a visão de dois estilos artísticos distintos. Está em exibição na vitrine o trabalho do artista Adeladio Leite, Dos trilhos ao Centro, que busca despertar uma reflexão política e social a partir de diversos materiais, como madeira, máquina de escrever e pintura em roupas.

No restante do espaço, com Olympia está nua, as designers Martha Simões e Betti Simão, que formam a dupla asRetinas, realizam a releitura da tela Olympia, de Edouard Manet, sob a técnica de assemblagem e aplicações acrílicas na parede para representar o desejo feminino pelo consumo exagerado.

Parque do Ibirapuera recebe Feira de Troca de Livros e Gibis
No domingo (17), o Parque do Ibirapuera recebe a Feira de Troca de Livros e Gibis, das 10h e 15h. As feiras de trocas de livros e gibis promovem permutas diretamente entre os freqüentadores, que terão à sua disposição mesas separadas por assuntos: literatura geral, literatura infanto-juvenil, gibis e troca com a mesa. Nessa última, o leitor poderá depositar um título e pegar outro que tenha sido deixado.

O intuito é que as mesas funcionem como pontos de encontro para os leitores de determinado gênero. Para participar, a única recomendação é que os livros não sejam didáticos e que estejam em bom estado. Para os gibis não há restrição, serão bem-vindos exemplares de qualquer época.

Fonte: Prefeitura Municipal de São Paulo

13 de mai de 2009

ESQUINA PAULISTANA

São Paulo em detalhes

Alguns podem achar batida essa história da esquina da avenida Ipiranga com avenida São João, no centrão paulistano. Porém, muita gente que vive em São Paulo só ouviu falar, mas nunca esteve nesse lugar.

Turistas de todos os cantos do Brasil e do mundo que visitam a região central – e também o famoso Bar Brahma – retratam a mesmíssima placa. E em todas as comemorações do aniversário de São Paulo, é certo que algum artista cantará “Sampa”. O próprio Caetano Veloso já fez show na esquina da Ipiranga com a São João. Então…

…mesmo sendo “batido”, registramos os quatro cantos desse cruzamento e postamos “Sampa” para você ouvir também.

Foto: Gladstone Barreto. Clique para ampliar Foto: Gladstone Barreto. Clique para ampliar

Foto: Gladstone Barreto. Clique para ampliar Foto: Gladstone Barreto. Clique para ampliar Foto: Gladstone Barreto. Clique para ampliar Foto: Gladstone Barreto. Clique para ampliar

Texto/fotos: Flaviana Serafim e Gladstone Barreto

11 de mai de 2009

TODO IMIGRANTE É A PULGA ATRÁS DA ORELHA

Povos de São Paulo, tribos do mundo

Por Nei Schimada*

Tinha marcado um churrasco para o domingo. Já tinha dado uma olhada no noticiário do tempo e estava  escrito "sol com nuvens esparsas", bom sinal. Os satélites e barômetros japoneses nunca falham. Entre quem compra isso, quem compra aquilo, o importante era resolver o local da carnificina. O melhor lugar, primavera ou verão, é às margens do Rio Tenryu. Escolhemos ali no bulevar perto da ponte azul, local muito disputado porque é arborizado, tem convenience store por perto e sanitários limpos. Ou quase.

São várias  árvores de estatura média com copas grandes e redondas, excelentes sombras. Mas apenas quatro delas têm um banco circular ao redor do tronco, perfeito para abrigar as traquitanas de uma churrascada. Além de servir para sentar, claro. E como todo mundo quer assar uma carne no domingo exatamente em uma das quatro árvores, resolvi marcar o território com uma lona, um dia antes, no sábado à noite.

Com o céu quase lilás do fim de tarde primaveril, fui lá com uma lona azul - uma das traquitanas que tenho para camping, piqueniques e churras - e escolhi a melhor árvore, a mais copuda, com um gramado ao redor, nem muito longe, nem muito perto do estacionamento. Havia algumas pessoas passeando com seus cães, outras faziam suas corridinhas e alguns casais de namorados. Estendi a lona, amarrei, coloquei pedras espalhadas por cima e vi que o vento não carregaria. Ancorei meu marco territorial e, feito um Colombo, tomei posse da minha pequena América.

Diferente do que possam imaginar, aqui ninguém lhe toma a lona e é muito comum reservar um lugar para piquenique dessa forma, principalmente nos festivais de flores e matsuris (festivais de rua).

Marcamos para as dez e meia da manhã do domingo. Como moro perto, cheguei às dez para descarregar algumas coisas. Havia um grupo de brasileiros estabelecidos bem próximos à minha lona, uns 20 metros.Todos me seguiram com os olhos, olharam feio para mim. Quando passei com algumas cadeiras de armar, ouvi:
- Olha aí o japonês da lona.

Voltei para o carro em silêncio para buscar outras coisas e escutei:
- Só porque está no país dele, acha que pode ser folgado.

Tirei mais algumas coisas do carro e passei bem perto do pessoal e disse:
- Bom dia!

Ficaram com cara de tacho. Nunca vi um tacho facial, mas aquela era, sem dúvida, uma cara de tacho. “Olé!” - pensei comigo.

Não que me preocupe, é da minha natureza sê-lo, mas estou com cara de japonês. Não é a primeira vez que acham que sou japonês. Muitos japoneses acham que eu sou japonês e vem falar no japonês arisco e rápido de quem é nativo. Explico que sou brasileiro e ficam surpresos. Eu mesmo já fiz confusão com outros brasileiros, mas nunca de forma vexatória.

Depois de tantos anos aqui no Japão, descobri que estou com o gestual local. Uma das diferenças básicas entre uns e outros, brasileiros e japoneses, é o gestual espalhafatoso dos trópicos e o tímido e comedido do japonês. Assim como dizem que as palavras escandinavas e germânicas têm poucas vogais por causa de seus longos invernos e os latinos são sôfregos em vogais e sons abertos por sua origem calorenta e mediterrânea, acredito que a nossa quase franca parvoice seja por causa do calorão.

Mas cá estou me enviesando por outra cultura, na verdade um grande silêncio adormecido oculto, originário dos meus avós, talvez do pequeno gesto de pegar um norizushi com o hashi sem desmantelá-lo.

Por essas e outras é que acredito que o homem não é a sua cor da pele, dos olhos, cabelos. O que faz o indivíduo é a geografia ao redor. O que faz o ser social é a sociedade, a família, os grupos. Mas o indivíduo, aquilo que cultivamos tão intimamente que nem mesmo nós sabemos o que vem a ser, este - dito alma ou caráter - é feito por tudo isso ao redor. E são os cinco sentidos que nos ligam ao todo. Educá-los é mais que uma necessidade, é uma obrigação.

Nem uns, nem outros, os histriônicos ou os tímidos, estão certos ou errados. Ambos são o que são. O que acredito que possa acontecer é que ao voltar para o Brasil, eu deixe de ser o brasileiro que virou japonês para ser o japonês que é japonês. Porque se eu era japonês, coreano ou chinês no Brasil, já fui brasileiro no Japão, deixei de sê-lo para cair no limbo das nacionalidades.

No fundo, o que me resta de fato são dois idiomas e várias histórias.

Nei Schimada, 43, punk, poeta e dekassegui, escreve de Hamamatsu shi - Japão. É blogueiro da Estrovenga dos Corsários Efêmeros. Leia mais em: 
FUNICULI FUNICULÁ NA VIRADA CULTURAL
DEMAGOGIA FRANCA
QUEM TE VIU, QUE TE VÊ
A GALÁXIA DOS AFÔNICOS
NATSUKASHI
SILÊNCIOS
O PATO
JANELA DE COZINHA
LA MISTICA, CAPISCI?
ESPERANDO ROSA
ANHANGABAÚ
FELIZ ANIVERSÁRIO, MINHA TERRA

10 de mai de 2009

NO MEMORIAL DA RESISTÊNCIA, SEMINÁRIO DISCUTE 30 ANOS DE LUTA PELA ANISTIA

São Paulo lado A,B,C,D…

Cartaz do movimento pela anistia. Clique para ampliarA abertura dos arquivos da ditadura, a reparação aos ex-presos políticos e a (ausência de) punição aos torturadores que agiram durantes os 21 anos de repressão no Brasil: estes são alguns dos temas que serão discutidos no seminário internacional “A luta pela anistia: 30 anos”, que acontece entre os dias 11 e 15 de maio (2ª a 6ª feira) no Memorial da Resistência (Largo General Osório, 66 – Luz – São Paulo – SP).

Organizado pelo Arquivo Público do Estado de São Paulo, em parceria com diversas entidades de defesa dos direitos humanos, o evento começa às 09h30 da segunda-feira, com a presença do ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vanucchi.

A partir das 11h00, começa a conferência de abertura com Pedro Nikken, ex-Presidente da Corte Interamericana de Direito Humanos, que falará sobre “A Convenção  Americana sobre Direitos HumanosCartaz do movimento pela anistia. Clique para ampliar frente a impunidade dos regimes ditatoriais".

O processo da anistia e a participação das mulheres nesse momento histórico também serão debatidos, além repressão articulada na América Latina e o acesso aos documentos da ditadura brasileira.

Ao todo, serão nove mesas de debate com a participação, entre outros, de Flávio Tavares (um dos 15 presos trocados durante o sequestro do embaixador norte-americano, Charles Burke Elbrick); Ivan Seixas (diretor do Fórum de Ex-Presos Políticos do Estado de São Paulo); Rose Nogueira (ex-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais); Yasmin Sooka (ex-membro da Comissão de Verdade e Reconciliação da África do Sul) e Jaime Antunes (diretor do Arquivo Nacional).

Seminário internacional "A luta pela anistia: 30 anos"
De 11 a 15 de maio, no auditório do Memorial da Resistência
Largo General Osório, 66 – Luz – São Paulo – SP
Entrada franca - Informações: 2221-4785 ramal 202
E-mail:
educativa@arquivoestado.sp.gov.br 
Site do Arquivo Público do Estado de São Paulo -
http://www.arquivoestado.sp.gov.br 

Conheça Inscrição na cela restaurada do antigo DOPS, hoje Memorial da Resistênciaa programação:
Segunda-feira (11/05)
9h30 - Abertura
11h - Conferência - "A Convenção Americana sobre Direitos Humanos frente a impunidade dos regimes ditatoriais"
- Pedro Nikken (ex-Presidente da Corte Interamericana de Direito Humanos)
13h - Lançamento da revista Cadernos AEL, v. 13, n. 24/25 - Anistia e Direitos Humanos. O periódico é organizado pelos professores Sérgio Silva e Maria Lygia Quartim de Moraes, publicado pelo Arquivo Edgard Leuenroth/UNICAMP.
Presença do Dr. Paulo Abrão, presidente da Comissão de Anistia e outras autoridades.
14h00 - Mesa 1 - Anistia e direito à verdade (coord. Eugênio Aragão - Subprocurador-geral da República)
- Viviana Krsticevic (Diretora Executiva do CEJIL - Centro pela Justiça e o Direito Internacional)
- Paulo de Tarso Vannuchi (Secretário Especial de Direitos Humanos da Presidência da República)
- Marlon Alberto Weichert (Procurador Regional da República)

Terça-feira (12/5)

10h - Mesa 2 - Comissões de verdade e processos de reconciliação (coord. Ivan Cláudio Marx - Procurador da República em Uruguaiana-RS)
- Javier Ciurlizza (ex-Secretário Executivo da Comissão de Verdade e Reconciliação do Peru, Diretor em Bogotá do ICTJ - International Center for Transicional Justice e Consultor da chancelaria peruana para o processo de extradição do ex-Presidente Alberto Fujimori)
- Yasmin Sooka (ex-membro da Comissão de Verdade e Reconciliação da África do Sul, Diretora da Fundação pelos Direitos Humanos, indicada pela ONU para integrar a Comissão de Verdade e Reconciliação de Serra Leoa)
- Paulo Abrão (Presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça)
14h - Mesa 3 - A resistência armada nos tempos de repressão (coord. Maurice Politi - ex preso político, militante da ALN, administrador de empresas)
- Alípio Freire (jornalista e escritor, militante da Ala Vermelha)
- Ivan Seixas (militante do MRT - Movimento Revolucionário Tiradentes -, ex-preso político, jornalista)
- Manoel Cyrillo de  Oliveira  Netto ( publicitário ; Comunicação Institucional da Petrobras)
- André de Carvalho Ramos (Professor de Direito Internacional da Faculdade de Direito da USP e Procurador Regional da República)

Quarta-feira (13/5)

10h - Mesa 4 - As mulheres na luta pela Anistia (coord. Rose Nogueira - jornalista, ex-Presidente do Condepe e do Grupo Tortura Nunca Mais)
- Rosalina Santa Cruz (assistente social, ex-presa política, familiar de desaparecido)
- Maria Auxiliadora Cunha Arantes (co-fundadora e dirigente do Comitê pela Anistia de São Paulo - CBA/SP - e do Movimento Nacional pela Anistia)
- Vânya Santana (co-fundadora e dirigente do Comitê pela Anistia de São Paulo - CBA/SP)
- Zilah Abramo (socióloga, Presidente do Conselho Curador da Fundação Perseu Abramo)
14h - Mesa 5 - Anistia: memória e história (coord. Raphael Martinelli - ex-preso político, militante da ALN, líder sindical, ex-dirigente da Federação Nacional dos Ferroviários/SP)
- Waldemar Rossi (militante da Pastoral Operária e ex-membro da Comissão de Justiça e Paz)
- Flávio Tavares (jornalista e escritor, Professor da Universidade de Brasília e ex-preso político)
- Airton Soares (ex-advogado de preso político e Deputado Federal)

Quinta-feira (14/5
)
10h - Mesa 6 - A campanha pela Anistia: o processo (coord. Fernando Teixeira - Professor do Depto. de História da Unicamp e Diretor do Arquivo Edgard Leuenroth/Unicamp)
- Heloísa Amélia Greco (Coordenadora do Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania/ Belo Horizonte-MG)
- James Green (Professor da Brown University/EUA)
- Jean Rodrigues Sales (Professor Adjunto da Unicentro)
14h - Mesa 7 - A repressão articulada no Conesul: resistência e memória (coord. - Yara Aun Khoury - Professora da PUC-SP; coordenadora do CEDIC)
- Jair Krischker (ativista dos Direitos Humanos)
- Martin Almada (advogado, doutor em Ciências da Educação, vítima da Operação Condor, Prêmio Nobel Alternativo da Paz /2002)
- Patricia Valdez (Diretora do grupo Memoria Abierta/Argentina)

Sexta-feira (15/5)

10h - Mesa 8 - A campanha pela Anistia: a luta pela reparação (coord. Célia Reis Camargo - Professora da UNESP; coordenadora do CEDEM)
- Glenda Mezarobba (cientista política e pesquisadora do IFCH - Unicamp)
- Larissa Brisola Brito Prado (advogada e mestre em Ciência Política pela Unicamp)
- Fabíola Brigante del Porto (doutoranda do Programa de Ciência Política da Unicamp e Editora Assistente da Revista Opinião Pública - CESOP/Unicamp)
14h - Mesa 9 - A liberdade de informação: o acesso aos documentos dos órgãos de repressão (coord. Maria Luiza Tucci Carneiro - Coordenadora do PROIN - Laboratório de Estudos da Memória Política Brasileira, historiadora da USP)
- Jaime Antunes (Diretor do Arquivo Nacional)
- Idibal Piveta (advogado de presos políticos; "César Vieira" [pseudônimo])
- Larissa Rosa Corrêa (Coordenadora do Projeto Memórias Reveladas no Arquivo Público do Estado de SP e doutoranda em História Social/Unicamp)
- Eugênia Augusta Gonzaga Fávero (Procuradora da República)

Leia também:
MEMÓRIAS DA DITADURA, HISTÓRIAS DO BRASIL
O QUE CONFERIR NO MEMORIAL DA RESISTÊNCIA

Texto/foto do Memorial da Resitência: Flaviana Serafim e Gladstone Barreto

8 de mai de 2009

104 ANOS DEPOIS…

São Paulo lado A,B,C,D…

Imóvel na rua Asdrúbal do Nascimento, centro paulistano
Imóvel construído em 1905, abandonado na rua Asdrúbal do NascimentoImóvel construído em 1905, abandonado na rua Asdrúbal do NascimentoImóvel construído em 1905, abandonado na rua Asdrúbal do Nascimento
Veja também:
“ESQUELETÃO”


Fotos: Flaviana Serafim e Gladstone Barreto